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Em Punakha, visitei o Chimi Lhakhang, dedicado a Drukpa Kunley, o “Divino Louco”.
Ali, espiritualidade e corpo não se separam.
O riso é prática.
A fertilidade é símbolo de criação — de filhos, de caminhos, de coragem, de novos começos.
O templo é procurado por quem deseja gerar vida, mas também por quem busca romper bloqueios e atravessar portais importantes da existência. A bênção não é erótica — é arquetípica: um gesto que devolve à pessoa sua própria potência vital.
O caminho até o templo atravessa campos de arroz, vilas serenas, famílias trabalhando a terra. Tudo prepara o corpo para entrar em um espaço onde o sagrado é profundamente humano.
Punakha me ensinou que rigidez não é sinal de espiritualidade.
Que o corpo não é inimigo.